A Liga dos Campeões da Europa ainda caminha os primeiros passos. Passos incertos. As fases preliminares encerraram-se sem maiores surpresas. Equipes grandes que não conseguiram a classificação automática em campeonatos nacionais e passaram pela triagem contra times de países coadjuvantes, venceram: caso de Barcelona e Liverpool. O inesperado ainda não deu as caras. A lamentar, antes que a bola deslize pelos gramados europeus, apenas a ausência do Milan de Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Pato, segregado à Copa da Uefa pela má campanha no Calccio da temporada passada.
Não há um grupo da morte este ano. Os favoritos estão bem distribuídos: Chelsea, Barcelona, Manchester, Arsenal, Inter, de Milão, Liverpool e Bayern ocupam um grupo cada: do A ao G. O confronto mais tradicional da primeira fase deve ficar entre Juventus e Real Madri, no H. Jogo que já decidiu a final de 1998. Os italianos, inclusive, retornam ao primeiro time da Europa depois de anos obscuros, apinhados de escândalos, perda de título nacional na justiça, rebaixamento e êxodo de jogadores caros. A base ainda mantém o unânime goleiro Buffon, o incansável Nedved e a categoria, agora já em declínio, de Del Piero.
De resto, há quem jogue pelo imprevisível, como fez o Porto, campeão em 2003/04. E como, agora, times do segundo escalão europeu que se fazem presente aspiram reeditar: o Roma, de Juan e Julio Bapitista; o turco Fenerbahçe, de Alex; mas, principalmente, o Zenit, da Rússia. Atual campeão da Copa e da Supercopa da Uefa (a segunda, derrotando o favorito Manchester), o time é a base da seleção russa que brilhou na Eurocopa 2008. Fato constroverso e triste: eles não contratam negros: exigência da torcida respeitada com servidão pelos dirigentes e pelo treinador.
Dia 16 de setembro iniciam os jogos. Mas o site da Uefa antecipa tudo o que se pode esperar da competição. É só clicar aqui.
Guilherme
Olá, Leandro!
Como estou nesta “progressista” CAPITAL DA CORRUPÇÃO, e não na Orla Atlântica, vou dar esse mergulho assim mesmo.
Não existe essa de melhor jogador, existem, sim, jogadores que se sobressaem numa partida ou num determinado e curto período. É o caso do Cristiano Ronaldo, como é caso do argentino (esqueci o nome dele, e isso não é “magnésia”, mas comprovação do que acabei de dizer). O Ronaldinho Gaúcho, já foi craque, hoje joga bem uma partida e mal outra. E assim são os atuais “craques” ou, como muitos dizem “gênios”, “fenômenos”, “príncipes” (por falar nisso cadê o dito? Viu só, veio, foi e passou!).
A questão da paradinha, como estão começando a liberar, acho um absurdo. Não é futebol, é uma palhaçada, assim como é palhaçada a liberação para o goleiro dar um passo adiante. Eles dão dois, três e até quatro. Daqui a pouco, o cara vai bater o penalti e o goleiro já está em cima, aí vai ser obrigado a fazer uma PARADONA.
Estão inventando tando que estão tirando o que é ou foi bonito no futebol: a arte de jogar, o drible, a ginga, a malícia (no bom sentido). “Remember” Pelé, Garrincha, Rivelino, Zico, Baltazar (do Corinthians, anos 60), Carlitos do Inter (Rolo Compressor), e por aí vai. Sem falso saudosismo. Hoje é uma mesmice cansativa, sem criatividade, sem aquele “molho” que o futebol brasileiro tinha. Tanto é que perdi o saco de assitir jogos de futebol, tanto pela falta de talento de 99,99% dos jogadores (nem falta ou escanteio sabem bater, erram passes de 3 ou 4 metros), como pelo exagerado ufanismo dos narradores, comentaristas e pela “inteligência” dos repórteres de campo. Não sei de onde tiram tanta coisa “inteligente” prá entrevistar jogadores antes, no intervalo e no final do jogo. E pior: os entrevistados são sempre os mesmos, as perguntas idém e as respostas tambem. ´E o comércio de jogadores que está desfazendo a graça, o brilho e o espetáculo que já foi o futebol.
Cobertura de futebol no Brasil, em qualquer campeonato, virou “Faustão”: só entrevista os mesmos da Globo, com as mesmas baboseiras e as mesmas respostas ensaiadas segundo o “script”.
É isso que acho. Ou estou errado? Me ajuda aí, ô!
Xico Júnior
Pois é Guilherme, aposto minhas fichas nos ingleses. Chelsea ou Manchester?
Esse é meu palpite.
Abraço
Leandro