Cristiano Ronaldo é o futebol que joga. Ou joga o futebol que é. Postura arrogante e peito estufado de lordose; palmilha a grama com o cuidado de quem espera algo em troca; cabelo moicano e iluminado, besuntado de gel; além da beleza física que agrada as mulheres. Cristiano Ronaldo nunca simplifica jogadas. Sempre aventura-se nas escolhas mais difíceis. É um parnasiano. Para quem viu Zidane jogar o futebol limpo, objetivo e sábio que jogou, tática arriscada e estúpida em grande parte dos casos. Pra ele não. A temporada européia que começou em agosto de 2007 e terminou em maio desse ano mostrou isso. Revelando um leque expressivo de jogadas herméticas e pedantes, o português foi o protagonista do Manchester campeão inglês e europeu. Por tudo isso, Ronaldo recebeu ontem, em Zurique, na Suíça, o prêmio de melhor jogador da última Liga dos Campeões da Europa – a Libertadores deles.
O troféu de ontem é um ensaio para o que virá no fim do ano. Ele será escolhido o melhor jogador do mundo pela Fifa. Não há concorrentes. O maior adversário de Ronaldo é Lionel Messi, que apesar de uma olimpíada irretocável, não oferece maior perigo. O título de segundo melhor já é um feito para o argentino.
Cristiano Ronaldo não é um fora de série. Não é do time do já citado Zidane, de Ronaldo Nazário, Ronaldinho Gaúcho ou Alexandre Pato, além de outros tantos que vieram antes deles. Nunca será. Mas compensa o futebol menor em relação a eles com entrega e disciplina totais, características inerentes a volantes e demais jogadores de marcação, incomum nos grandes atacantes. Luis Felipe Scolari previu sua ascensão. Logo que assumiu a seleção portuguesa, profetizou: Cristiano Ronaldo será o melhor do mundo em poucos anos. E, pra variar, estava certo.
Apartando com maestria as atuações em campo dos cada vez mais recorrentes elogios fora dele, Ronaldo segue vencendo. E sabe que precisa correr mais do que os acima da média se quer confirmar-se um intruso nos prêmios, como ameaça fazê-lo. Kaká é outro desse time. Nem é brilhante e plástico como Cristiano. Mas desfila um futebol eficiente, de uma calma enregelante, escandinava, mesmo nascendo em país tropical. E também por isso chegou lá.
Parece ser a receita de nossos dias: empenho, disciplina, entrega. Os dois últimos melhores do mundo, Kaká e Canavarro, os têm de sobra. E o próximo também. Cristiano Ronaldo: dono do peito de pomba, rosto de galã de cinema e cabelos de corte sofisticado, com todas as arestas que imitam seu futebol de metodismo enfeitado. Ainda que ornado da dedicação e do labor esforçado dos volantes mais aguerridos.
Guilherme
Comparar Cristiano Ronaldo com Pato é ridículo… falar que Pato joga mais que Cristiano Ronaldo é heresia.
No momento, é o cara… mas se Kaka jogar nesta temporada o q jogou na passada, a parada fica dura.
O Cristiano é do estilo Beckham, que por ventura do futebol inglês, joga mais fora de campo e na frente das lentes.
Não acho que ele não tenha concorrentes, Messi para mim é mais completo como jogador, ahh mas ele não joga no futebol inglês.
E se for analisar friamente o estilo do Cristiano Ronaldo nas suas tentativas de “gingas” de corpo, das vezes chega a ser ridículo. Todo cheio de limites, duro, sem aquela jogada que vem ao natural, ou seja, sem aquele “Garrincha” dentro dele.
Ah e sobre a paradinha do outro brother, pro Clemer nem paradinha precisa…