
D'Alessandro e Souza disputam bola Foto: Valdir Friolin
No estádio, a Popular destacava-se pelo apoio constante aos jogadores, com cânticos que muitas vezes eram misturados com o da Geral, que também se fez presente, porém em menor número.
Em campo, Leo e Guiñazu mostraram liderança e competência. Ambos aplicaram dinamismo e raça aos seus respectivos times. Guiñazu pela sua força, sua imposição, sua força de vontade. Pra ele não tem bola perdida. Foi em todos os lances que podia e saiu-se bem em boa parte deles. Quem também saiu-se bem foi Daniel Carvalho. Substituído no 2º tempo (creio que devido ao cansaço), saiu aplaudido graças ao gol que colocou o colorado na frente.
Isso até Leo, que mostrou uma reabilitação notável depois dos jogos apagados que vinha fazendo (o que lhe rendeu a incômoda posição de reserva), aparecer definitivamente na partida. Determinado, o guri soube manter o controle na zaga gremista e, como capitão, organizou o setor defensivo. Foi dele o gol, foi dele o mérito de uma cabeçada perfeita, no canto esquerdo do goleiro Clemer, que pouco fez na partida. Gol esse que lembrou o de Pedro Junior, no Grenal do Beira-Rio que terminou empatado em 1×1, resultado que deu o título de Campeão Gaúcho de 2006 ao Grêmio. É o segundo gol dele em Grenais. Detalhe: ele enfrentou o Inter apenas três vezes, e já marcou dois.
Enfim, a bola insistiu em não entrar. Marcelo Grohe foi seguro. Poucas e boas defesas garantiram seu “crédito” com o torcedor que está acostumado a gritar o nome de Victor em quase todos os jogos, graças as suas grandes intervenções na maioria dos jogos do Grêmio nesse ano.
Do outro lado, D’Alessandro estreiou com status de craque. Firula, alguns dribles desconcertantes, e a marra mascarada que é característica quase exclusiva dos argentinos, fizeram com que os colorados saíssem com pelo menos um motivo para comemorar.
Voltando ao lado azul, o garoto Adilson entrou bem. Foi seguro defensivamente e por vezes insinuante ofensivamente, mas pouco pode intervir no resultado do jogo. Assim como Makelele, que mostrou ser aquilo que chamamos de “reserva de luxo”. Não por seu preço exorbitante, mas sim pela técnica e disciplina tática aplicada durante quase todo o jogo.
Enquanto isso, no lado vermelho, o destaque negativo foi Tite. Fez 3 alterações corretas, mas errou feio ao posicionar o time no famigerado 3-5-2. O time teve que se adaptar primeiro ao esquema, pra depois adaptar-se ao jogo. E aí já não havia tempo.
Enfim, o segundo embate na história entre os dois maiores clubes do Rio Grande pela Copa Sul-Americana terminou empatado. A torcida gremista saiu satisfeita. Necessita apenas de um empate com placa zerado para passar adiante na competição. Já o Inter precisa balançar as redes se quiser seguir na luta para ser o primeiro brasileiro a conquistar a tal Copa.
Copa que, para muitos, não tem importância. Mas Grenal, esse sim, sempre terá importância. Com reservas ou não, Grenal sempre será disputado, pois já diria o lendário Jardel: “clássico é clássico, e vice-versa”.
Talis Ramon
Gre-Nal da porra… joguinho sem graça
E o Paulo Brito queimando o Batista foi demais: Edinho dá um balãozinho em sei lá quem. Brito diz: “olha só o Edinho. Fala mal dele agora, Batista”. O ex-craque retruca: “quem fala mal dele é você”.
E eu podia ter dormido mais cedo.
O pré-jogo foi mais emocionante – ou pelo menos, mais tenso.
Próximo a entrada dos portões, fiquei preso na grade de proteção, vendo a menos de 1 metro a simpatica cavalaria da brigada, com suas espadas e tiros de borracha dando em todo mundo.
Na real, tava mais preocupado com os objetos jogados pela própria torcida. Os que não acertavam os cavalos, vinham em nossa direção.
Tem coisas no futebol, que sinceramente, não entendo. Um dos nossos companheiros de ônibus, levou uma espadada na testa (tem 13 anos). Nem preciso dizer que não entrou no jogo, se fudeu todo, sangrando e blá blá blá.
Tudo isso, num grenal morno. Imagina se é na libertadores? A BM trará o Bope pra fazer um intensivo.
Mas, voltando a partida, o jogo em si, foi chatinho. Destaque para Guina, mostrando que é um monstro, D’Alessandro tem potencial, teve alguns esforçados e umas uvas.
E ao final, pequenos coros de fora tite.