As coisas andam bem para Dunga. Galvão Bueno, o anti-profeta, aquele que sempre erra, mostrou-se reticente com o que viu no primeiro jogo da seleção olímpica. Reticência, essa, que ecoa em grande parte da crônica esportiva nacional. De fato: devemos mesmo ficar com o ouro.
O Brasil jogou o mínimo necessário para vencer a esforçada seleção belga. Afora as limitações de um time que se reuniu às vésperas da competição, o saldo foi positivo para a estréia.
Renan comprovou o acerto de Dunga, ou o conserto – já que ele traz o reserva número 12 às costas, a camisa 1 é de Diego Alves –, mostrando os mesmos predicados que o levaram à titularidade do Inter. O restante da zaga não foi muito exigido. Breno se ressente de quase não atuar no Bayern, mas nada comprometedor. E Alex Silva garantiu seu lugar ao lado do companheiro de sobrenome, Thiago Silva – logo que o defensor do Fluminense se recupere de uma lesão persistente.
Porém, é a partir do meio-campo que a esperança de medalha de ouro se renova. As afirmações de Anderson e Lucas, jogadores com experiência em gramados europeus, agora recebem a companhia de Hernanes, autor do gol da vitória contra a Bélgica. O volante hábil do São Paulo sabe aliar a marcação eficiente à presença efetiva no ataque, com a mobilidade e técnica. Não erra passes e arrisca chutes de fora da área com a freqüência que apenas os ambidestros possuem.
Recai sobre o trio de frente, no entanto, a responsabilidade do título, e é de onde se espera atuações mais consistentes. Diego foi o melhor deles. Quando um rumor tímido de torcedores e da imprensa começava a clamar pela presença de Thiago Neves na equipe, ele apresentou-se para o jogo, deslocou-se com naturalidade pelos lados, relembrando o jogador participativo dos tempos de Santos, enfrentou a marcação européia dos belgas e participou diretamente do gol de Hernanes.
Ronaldinho Gaúcho limitou-se a burocráticos passes laterais e triangulações próximas, além de cobranças de falta inócuas. Ainda está longe de ser o jogador decisivo que pode; mas os próximos jogos não exigem isso dele: basta que recupere o ritmo de jogo e a forma física contra China e Nova Zelândia, e veremos o craque do Milan pronto para decidir quando necessário.
O mesmo que Alexandre Pato. Ele, ao contrário de Diego, não tem um substituto à altura no banco: Jô e Sóbis não ameaçam. E nem precisam. Pato vai deslanchar junto com Ronaldinho. Quando receber a bola em condições de resolver. E isso, como demonstrou nas pouco mais de vinte partidas de Inter e nos primeiros meses de Milan, ele sabe fazer.
Que Galvão continue pessimista, que insulte a inexperiência de Dunga, reclame dos três volantes – como fez à exaustão em 1994 –, que desempenhe a cada vitória da seleção a sua tarefa árdua e ridícula de anti-profeta; sempre para o bem do futebol brasileiro.
Guilherme
Galvão, como narrador, não tem igual. Mas qdo comenta, é um desastre. Há de queimar a língua. Sou um dos poucos que acreditam nessa seleção olímpica. Creio que o ouro será nosso. Time, temos. E temos que surrar os próximos adversários: fazer como o Inter com o Juventude, naqueles 8 a 1 e o Gremio contra o Figueira, nos 7 a 1. Assim se respeita um adversário… empilhando gols.
Era o post q faltava, Seleção Olímpica.
Profeta!!!!
Profeta é a Débora Secco que foi a única alma a arriscar a dizer que o Grêmio seria Campeão Brasileiro!
Claro que isto está muito distante, 19 jogos… 4 meses… mas ninguém, nem mesmo eu, fui capaz de tentar expressar tal “insanidade” naquele negro período de amargura…
Já sabia que o Grêmio podia muito mais que perder para times da “B” e da “C” do Brasileiro, mas acreditava que a vaga para libertadores seria o Teto.
Quem diria o Grêmio em agosto com 71,9% de aproveitamento no Brasileiro, apenas 4 derrotas no ano e pasmem, tirando a pantufa (passando para o co-irmão) e ganhando fora…
Débora é a Mãe Dinná de 2008!!!